“ANA, EN PASSANT” longa de animação brasileiro estreia nos cinemas

Filme de Fernanda Salgado é o primeiro longa-metragem de animação brasileira dirigido por uma mulher negra a chegar comercialmente aos cinemas do país

A partir desta quinta-feira, 5 de novembro, chega aos cinemas ANA, EN PASSANT, primeiro longa-metragem da diretora mineira Fernanda Salgado. Distribuído pela Embaúba Filmes, o filme entra em cartaz em: Belém, Belo Horizonte, Brasília, Caxias do Sul, Fortaleza, Florianópolis, Maceió, Palmas, Poços de Caldas, São Paulo e Vitória.

Na trama, Ana (Jéssica Pierina) é uma jovem mulher negra franco-brasileira que vive em Paris com sua avó brasileira. Após a morte dela, recebe uma caixa com uma carta, alguns objetos, duas chaves e um endereço em Belo Horizonte. Movida pela curiosidade sobre as pistas deixadas pela avó, Ana decide viajar ao Brasil para investigar um capítulo desconhecido de sua história familiar. Na cidade, conhece Alice, atual moradora do antigo apartamento de sua avó, e se vê diante de novas descobertas sobre suas origens e sobre si mesma.

Com uma combinação de técnicas que inclui rotoscopia, animação 2D, colagem, animação termossensível e stop-motion, ANA, EN PASSANT constrói uma linguagem visual singular, na qual diferentes recursos de animação se articulam para acompanhar os deslocamentos afetivos e geográficos da protagonista.

A trajetória do longa também é marcada pela participação e pelo reconhecimento em importantes festivais nacionais e internacionais. No 59º Festival de Brasília do Cinema Brasileiro, o longa conquistou o Prêmio Zózimo Bulbul de Melhor Filme de Longa-Metragem, concedido pela Associação dos Profissionais do Audiovisual Negro (APAN) e pelo Centro Afrocarioca de Cinema. No Festival Internacional de Cinema de Vancouver (VIFF), no Canadá, recebeu o Vanguard Audience Award, de melhor filme pelo júri popular da mostra Vanguard. A produção também integrou a programação da 20ª CineBH – Mostra Internacional de Cinema de Belo Horizonte, da 50ª Mostra Internacional de Cinema em São Paulo e do BFI London Film Festival.

SINOPSE: Depois da morte de sua avó, Ana, uma jovem mulher negra franco-brasileira, se vê à deriva na cidade em que nasceu e sempre viveu, isolando-se cada vez mais em seu próprio luto. Seguindo pistas deixadas pela avó, viaja a Belo Horizonte, no Brasil, e lá encontra Alice, morando no antigo apartamento de sua avó. No decifrar da cartografia afetiva da cidade e de memórias e conexões ancestrais que as atravessam e são por elas atravessadas, Ana e Alice desvendarão o que significa se tornar quem são.