CRÍTICA | A Vida de Chuck: nos faz questionar nuances da condição humana

A Vida de Chuck

Longa-metragem aborda as questões da vida e consegue comover o público ao nos transportar para dentro da história.

“A Vida de Chuck” (Diamond Films, 2024) me fez sair da sessão me questionando… Você já se perguntou… Ou melhor, já imaginou o universo incrível que podemos ter, criar e viver? Essa foi uma das diversas questões que vieram à mente. Neste longa, Mike Flanagan adapta um conto de Stephen King com uma premissa simples. E constrói uma obra que nos deixa reflexivos sobre como estamos escrevendo nossas próprias histórias.

O filme se desenvolve em três atos. Até causa uma estranheza inicial, mas assim como em “A Hora do Mal”, nos traz uma experiência única. Eu saí da sessão com tantos questionamentos e reflexões… Definitivamente preciso assistir novamente.

É curioso como “A Vida de Chuck” aborda as questões da vida e as nuances da condição humana. E como consegue comover o público ao nos transportar para dentro da história.

Em diversos momentos fiquei no comparativo de como anda a minha vida. Mas não no aspecto negativo. Deixe-me explicar. Algo que desenvolvi, ao longo dos anos, é anotar nas minhas agendas/planners os acontecimentos do dia. Seja ter ido tomar um café no local favorito, um aniversário de família, uma reunião de jogos com os amigos. Coisas simples, mas que de alguma forma, são importantes pra mim.

O filme me fez ver essas anotações com outros olhos. A profundidade que cada momento teve, a forma como as situações ajudaram, de certa maneira a construir essa narrativa. Um acontecimento não precisa ser grandioso para se tornar importante ou especial.

A Vida de Chuck

O que realmente importa?

Essa obra me fez questionar os momentos que vivemos. Pessoas que abraçamos, fardos que carregamos sem necessidade. Até o orgulho que nos impede de sermos sinceros com nós mesmos e admitir que às vezes precisamos pedir ajuda. E está tudo bem.

Não, infelizmente a vida não é um conto de fadas. Mas isso não torna a vida algo desinteressante, triste e vazia. O que faz diferença é a forma como a conduzimos. E acredito que, se assistir novamente, outras questões ou reflexões virão à tona.

É uma história “simples”, mas que toca muito no espectador. Isso sem falar na trilha sonora. Já estou imaginando a sensação de escutá-la no disco. Chega a arrepiar. O filme faz muito uso do silêncio.

A Vida de Chuck

Por que “A Vida de Chuck” merece ser visto no cinema?

Lembram do que conversamos em “O Ritual” que eles tentam construir um clima de tensão com o silêncio, mas falham totalmente? Em “A Vida de Chuck”, a trilha – seja orquestrada ou em silêncio – conduz o filme lindamente. Nos deixando imerso no que estamos assistindo e nos levando às mais variadas emoções e sentimentos.

“A Vida de Chuck” me fez sair da sessão com um mix de sentimentos e, repito, com vontade de assistir novamente. Mas principalmente de viver cada momento como se fossem o último. É um filme lindo e que merece ser prestigiado no cinema.

Vou ficando por aqui meus queridos. Assistam A Vida de Chuck, que estreia no dia 4 de setembro. Ele é comovente da forma certa, sem fazer uso de truques rasos para tirar alguma lágrima do espectador. Nos vemos na próxima sessão. Um abraço do Thi.

Nota: ⭐⭐⭐⭐

Sinopse: Uma história afirmativa e que desafia gêneros sobre a vida de um homem comum chamado Charles Krantz.

A Vida de Chuck
Gênero: Ficção científica/Fantasia
Duração: 1h51m
Data de lançamento: 4 de setembro de 2025 (Brasil)
Diretor: Mike Flanagan
Autor: Stephen King

About Thiago Xavier

É Técnico em Administração e atuou na área de gastronomia. Criou o canal "Cantinho do Thi" no YouTube. É o apresentador do +Cultura no Agora RS

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