“O Fim da Rua” resgata o charme dos filmes de aventura dos anos 80, mas tropeça em alguns diálogos e efeitos para entregar uma experiência divertida e nostálgica.
Olá, meus queridos! Hoje nossa conversa vai ser, principalmente, para aqueles que gostam de ficção científica, dinossauros, aventura e uma boa trama de suspense. Vem comigo visitar os anos oitenta e falarmos sobre “O Fim da Rua” (Warner Bros., 2026).
Nesse longa, vamos ser levados à 1980, onde o casal Denise (Anne Hathaway) e Greg (Ewan McGregor) enfrentam suas questões no relacionamento, enquanto mantêm a rotina familiar com os filhos adolescentes. Só que tudo muda quando, em meio a uma estranha tempestade, um evento cósmico leva o bairro Oak Street para um lugar totalmente desconhecido.
Para você que acompanha nossas conversas sobre filmes, sabe o quanto me encanta produções que são atentas aos detalhes. Ainda mais quando elas têm a proposta de ser algo de época, uma tarefa nada fácil, visto que há diversos cuidados a serem tomados. Não somente nos figurinos dos personagens, mas a forma como eles interagem entre si, as casas, os carros, as tecnologias das mais simples até as mais complexas existentes naquele período. Quando a produção se esmera nisso, para o produto final ter uma qualidade melhor, faz com que nós, espectadores, nos sentíssemos nos anos 1980!
Inclusive, não sei se meus colegas de cabine tiveram o mesmo sentimento, mas era como se tivéssemos ligado a televisão para assistir um filme na “Sessão da Tarde”. Sabe, quando não tínhamos compromissos de adulto, nossas obrigações eram somente estudar, e durante a tarde assistíamos algo que, muitas vezes, eram filmes antigos sendo reprisados? O “Fim da Rua” tem essa energia: uma produção atual, mas que emula bastante as daquela época.
Acredito que boa parte desse feito não seja mérito só da caracterização e da ambientação. Logo de início, nós percebemos uma típica família americana ao estilo anos oitenta. Aquele ar de bairro tranquilo, sem grandes problemas. Vizinhos que se reúnem para confraternizar, em um ambiente harmônico com brincadeiras como corrida de saco, não deixar a bexiga estourar, ou brincadeira do limbo (brincadeira da cordinha)…

Em alguns aspectos, fico até um pouco nostálgico de como tudo parecia mais simples e, aparentemente, feliz. Não estou querendo demonizar o advento da tecnologia, não é isso. Mas as pessoas socializam (Ao menos os filmes retratavam isso).
De qualquer forma, não precisa ter muita bagagem para captar que, por trás da “família comercial de margarina”, tem algo de errado. Percebemos que a sintonia do casal não está totalmente alinhada. E, aqui, começam algumas questões que incomodam: os diálogos expositivos. Não teria necessidade disso, pois o espectador consegue sentir que algo ali não está indo bem. Enfim, escolhas não é mesmo?
O ponto positivo é que as tramas particulares do casal protagonista são desenvolvidas pouco a pouco. Nós percebemos que a personagem da Anne Hathaway, almeja uma vida diferente, mas que – ao mesmo tempo – quer zelar e preservar sua família. O que nos remete mais ainda em como as famílias nos anos oitenta eram constituídas: o pai é o “provedor” e a mãe “a dona de casa”. Conseguimos entender o seu conflito interno em querer equilibrar família tendo uma carreira profissional.
Em contrapartida, a figura paterna, como sempre, é misteriosa. Busca manter a aparência de que tem tudo sob controle, mas arranja uma forma de não encarar a realidade. Até que, em dado momento, entendemos o que está acontecendo por nos bastidores da imagem de “super-herói”.

O núcleo familiar é muito convincente, diferente de outros filmes com essa temática, onde os personagens são tão blasé que nós torcemos para acabar logo. Aqui não, a gente compra a história deles. Não estou dizendo que é uma obra-prima, mas ele diverte e entretém. Tem alguns momentos de “abrace o filme”, um ou outro efeito que não fica tão convincente, mas tem situações pontuais que não dá! Ali, eu solto a mão do filme… Mas, depois, consigo abraçá-lo de novo. É isso, ou achar motivo para criticar tudo (risos).
Com todos seus altos e baixos, saí da sessão com o saldo positivo. Diferente de “A Odisseia”, não sei se esse é necessário ver “O Fim da Rua” em IMAX. Visualmente ele é muito lindo, sim. Uma sala com um bom sistema de som já é o suficiente.
Mas essa é a minha opinião. Quero saber a sua! Está interessado em ver “O Fim da Rua”? Vem conversar comigo! Um abraço. Thi.
Nota: 


Sinopse: Um evento cósmico misterioso arranca a Oak Street do subúrbio e transporta o bairro para um lugar desconhecido. A família Platt logo descobre que sua própria sobrevivência depende de permanecerem unidos enquanto exploram os arredores.
O Fim da Rua
Gênero: Ficção científica/Aventura
Duração: 1h 40m
Data de lançamento: 13 de agosto de 2026 (Brasil)
Diretor: David Robert Mitchell
Roteiro: David Robert Mitchell



