Supergirl abraça os clichês do gênero, mas encontra força no carisma da protagonista e em uma narrativa que funciona por conta própria
Kara Zor-el (Milly Alcock), uma jovem kryptoniana que não deseja assumir seu papel como a heroína Supergirl, precisa fazer uma parceria improvável para obter justiça.
Olá, meus queridos! Hoje nossa conversa é para aqueles que gostam de filmes de heróis. Melhor ainda: vamos falar sobre a heroína de “Supergirl” (Warner Bros.), que está chegando aos cinemas. Fui surpreendido na cabine de imprensa, pois obras desse gênero não costumam me chamar tanto a atenção e me diverti. Então, se ajeita por aí e vem conversar comigo!
Em “Supergirl”, Kara Zor-el (Milly Alcock) não deseja assumir seu papel. Mas a dura realidade se interpõe: um vilão que ameaça toda a galáxia a faz encarar seu destino em uma grande aventura.
Ele é o típico filme de origem de personagem, sem querer parecer um. E, conforme a trama principal se desenvolve, flashbacks vão ambientando o público àquela história. A clássica “jornada da heroína” neste caso. E isso se torna ainda mais relevante porque a Supergirl não precisa da ajuda masculina para resolver os problemas.
Particularmente falando, estou um tanto saturado de filmes de super-heróis. A última vez que me empolguei para ir ao cinema assistir foi em “Vingadores: Ultimato” (2019). A cena final, com todos reunidos, em que o Capitão América diz “Avengers, assemble!” foi de arrepiar! Mas também teve toda uma construção para aquele momento. Uma saga com diversos filmes, um trabalho de formiguinha para um final épico. E, como todos nós sabemos, tudo o que dá lucro tem que continuar. Mas a que custo, não é mesmo?!
“Ah, Thiago, mas você está falando de Marvel e a Supergirl é da DC”. Calma, gente. Eu sei, só estou pontuando a minha vivência com obras do gênero – que me fez perder o interesse com o passar dos anos. Até porque tinha-se muito o discurso “para entender os próximos lançamentos, precisa assistir à série ou filme X, Y e Z”. Nossa, isso me afastou mais ainda. É como se precisássemos de um curso pré-vestibular para entender os lançamentos. Sinceramente? Preguiça!

Na realidade, tenho esse sentimento para a maioria dos filmes que passam no mesmo “universo”. Okay, entendo que quando se assiste a obras complementares, você tem uma perspectiva maior da história e capta mais referências. Mas, ainda sou a favor do filme que funciona por si só. Ele tem a sua história com início, meio e fim. Um roteiro que pode – ou não – ter ligação direta com outros, mas que não usa isso como muleta para ser minimamente funcional.
Admito? não estava na maior das expectativas para “Supergirl”, porém é meu trabalho, não um hobby. Bora lá! Sabia que “Superman” (Warner Bros., 2025) – mais um título pelo qual eu não tinha interesse – havia sido lançado primeiro. Então ficou a dúvida: era necessário assistir antes da cabine de imprensa? Antes da sessão, perguntei para minhas amigas, que acompanham os lançamentos desse universo, se era necessário ver. E – para meu alívio – não era. Elas me ambientaram como seria a personagem e isso foi suficiente para ter uma boa experiência.
E aqui, talvez, morda a língua. Saí da sessão levemente curioso em assistir “Superman”. Ajudou a tirar o estigma que eu tinha de que esses filmes seriam tediosos. Não que “Supergirl” tenha sido uma obra-prima, mas despertou interesse pelo universo. É um bom entretenimento, porém não sei se vai agradar aos fãs mais exigentes. É um filme de origem e, querendo ou não, tem todo o clichê do “arco do herói”. No final, teve um saldo positivo. Há momentos em que pensei “nossa, que conveniente”, mas a gente passa um pano aqui e outro lá.
As conveniências de roteiro não me incomodaram tanto quanto a falta de relevância de alguns personagens. Situações que são construídas como importantes, mas que não têm relevância alguma no fim das contas. Coisas que fazem o espectador se perguntar: será que ela não conseguiria sozinha?

Acredito que essa foi uma frustração, pois queria que a coadjuvante tivesse mais peso na história. Quando parecia que ela teria um grande arco… Passou e nada aconteceu. O desenvolvimento dela é por meio de um diálogo expositivo. Okay, ela não era a protagonista. Mas o roteiro precisava tratar o arco dela como algo importante e não foi bem concluído.
Tirando isso, foi um bom filme. Tem ótimas cenas de luta, algumas muito bem coreografadas. Os efeitos visuais, no geral, também são bons. Tem uma cena ou outra que causa estranheza. A trilha também ajuda a construir bem o clima.
Quando os créditos subiram, minha experiência terminou com saldo positivo. Mas eu quero saber dos fãs: o que acharam? Como leigo no universo da DC, achei divertido. Depois de assistir, venham conversar comigo, pois quero saber a opinião de vocês.” Um abraço, gente, até nosso próximo encontro. Thi.
Nota: 

Sinopse: Um adversário inesperado e implacável ataca perto demais de casa. Mesmo relutantemente, Supergirl une forças com um aliado improvável em uma jornada interestelar de vingança e justiça.
Supergirl
Gênero: Ficção científica/Ação
Duração: 1h 50m
Data de lançamento: 25 de junho de 2026 (Brasil)
Diretor: Craig Gillespie
Roteiro: Ana Nogueira



