Vidas Entrelaçadas vai além das aparências da moda

Entre escolhas difíceis, sonhos e recomeços, o filme transforma bastidores em uma jornada profundamente emocional

Hello, meus queridos! Tudo bem? Olha, dia de cabine de imprensa virtual é sempre um mix de sentimentos. Uma, por poder assistir aos filmes de casa, o que as vezes é bom. Mas tem filmes que pedem pela sala de cinema. E esse é um filme que pede a emoção de assistir na telona! Que filme lindo! Prepara a pipoca e vamos conversar sobre “Vidas Entrelaçadas” (Synapse, 2025).

Nesse longa, Angelina Jolie interpreta Maxine Walker, uma diretora de cinema norte-americana que chega em Paris (França) para a Semana de Moda. Enfrentando desafios e autodescoberta, ela terá uma jornada de vida ou morte.

Vocês já repararam o quanto o simples pode ser belíssimo? Não é de hoje que eu bato a tecla do “simples e bem feito”. O resultado? Um filme lindo, emocionante e com uma mensagem profunda.

Angelina Jolie dispensa comentários, não é mesmo? Não tem como não se emocionar com a história da sua personagem. Imagine você chegar no auge da sua carreira profissional. Algo que você batalhou por anos para chegar. Só que a vida é uma caixinha de surpresas… Analisando friamente: é uma decisão fácil deixar de lado a carreira em prol da saúde. E é aí que Angelina brilha. Desde o início Maxine vai sendo construída sutilmente, ao ponto de o espectador quase que sentir a dificuldade dela de tomar uma decisão.

Fato é, com a nossa saúde não se brinca! Quando tudo é bem construído, é inevitável não tentarmos nos colocar no lugar dela. Se tem um deslize, corremos o risco de fazer um mal julgamento. Agora, quando a história é bem desenvolvida, a gente tenta entender. Nós pensamos o que faríamos se estivéssemos nessa situação. A saúde da gente não espera, mas e aquele projeto pelo qual nós batalhamos tanto para realizar? Será que ele nos espera? Será que temos como tirar um período off para cuidar da nossa saúde plenamente, sem preocupações, ou temos de seguir na corrida porque os boletos não se pagam sozinhos?

Sabe o que é mais interessante, esse é só um dos pontos que o longa trabalha. Nós temos a narrativa principal com a personagem da Angelina Jolie. Porém, o caminho dela se cruza com de outras histórias, fazendo com que o espectador se conecte de alguma forma com todas elas.

Tudo isso acontecendo nos bastidores, por trás de todo o glamour das passarelas, dos ensaios fotográficos. As pessoas quando veem um desfile, não imaginam o que as modelos possam estar pensando. Será que elas têm onde ficar quando tudo isso acabar? E para quem está começando no ramo? Se deslumbrar com tudo pode ser um caminho sem volta, é importante ter responsabilidade e pessoas com quem contar.

“Vidas Entrelaçadas” me fez perceber que, antes de toda a beleza do mundo da moda, existem pessoas. Pessoas com sonhos, com desejos de conquista, com desafios inesperados e com o sentimento de que a vida é uma só. Precisamos cuidar bem e saber com quem a estamos compartilhando. E o mais importante: viver plenamente!

Não sei quanto a vocês, mas eu preciso dessa experiência no cinema. Quem sabe a gente não se encontra em uma sessão, que tal? E, óbvio, que quero saber sua opinião, vem conversar comigo nos comentários. Um abraço do Thi.

Nota: ⭐⭐⭐⭐

Sinopse: A cineasta americana Maxine (Angelina Jolie) chega a Paris para a Semana de Moda, onde enfrenta desafios pessoais e uma jornada de vida ou morte. O filme explora conexões, solidariedade e transformação no universo da moda

Vidas Entrelaçadas (Couture)
Estreia: 16 de Abril de 2026 (Brasil).
Gênero: Drama
Direção e Roteiro: Alice Winocour.
Elenco Principal: Angelina Jolie, Ella Rumpf, Louis Garrel, Anyier Anei, Vincent Lindon.
Duração: 1h46