O filme transforma um dia comum em uma corrida pela sobrevivência, e é justamente essa proximidade com a realidade que torna o terror ainda mais assustador.
Meus queridos, como é bom estar de volta! Amo falar sobre filmes. Mas, infelizmente, nós aqui do Sul não estamos recebendo tantos lançamentos para compartilhar com vocês. Alô, estúdios! Nós do RS também consumimos filmes! Porém, cá estamos! Felizmente, com um ótimo filme. Inclusive temos fãs de terror com zumbis? Pois então se ajeita do lado daí e vamos conversar sobre “Zona Zero”.
Pense que você é convidado para uma conferência sobre os avanços científicos. Em um grande prédio comercial, desses que parecem um shopping, sabe? Lá, temos diversas pessoas levando suas vidas: irmãos fazendo planos para o final de semana, adolescentes escolhendo o que comer. Enquanto isso, os mais diversos pesquisadores, professores, cientistas se reúnem para debater sobre as próximas conquistas científicas. O que você não imagina é estar prestes a vivenciar um atentado bioterrorista!
Gente! Que filme bom! Apenas.
Não tenho muito contato com filmes de zumbis, inclusive aceito indicações. Sempre tive a sensação de que obras do gênero têm o plano de fundo o mundo distópico. Aquele futuro em que tudo colapsou, deu tudo errado e, com um toque radioativo, surgiram os zumbis. Agora, pegar um dia normal e, em um piscar de olhos, tudo colapsar – e não de uma forma sobrenatural. Se tem base científica ou não para os argumentos de “Zona Zero”, sinceramente não sei. Mas a produção constrói uma narrativa tão coerente que, meus queridos, dá medo de imaginar que algo assim seja possível.
Inclusive ao assistir “Zona Zero” me lembrou muito quando recebi o livro “Praga Z”, do escritor (e amigo pessoal) Hiagor Mallmann. Enquanto em “Zona Zero” somos levados para a Coreia do Sul, “Praga Z” é ambientado no Brasil. O que eles têm em comum? Essa coerência na construção da realidade e em como situações ruins se desenrolam em um grande efeito dominó. Resultado: um caos e a dúvida de “como sobreviver a isso tudo?”. Acredito que seja exatamente isso que fazem essas obras, tanto no cinema quanto na literatura, causarem um clima de tensão, medo e ansiedade de uma forma orgânica.
Trazendo para a nossa realidade: nós nunca imaginamos que, em dezembro de 2019, vivenciaríamos o inicio da COVID-19. É triste que tivemos autoridades falando de uma forma torpe que seria “só uma gripezinha”. Só quem vivenciou esse período sabe o quão doloroso foi. É basicamente assim que o roteiro se desenvolve. Pessoas comuns, tendo um dia comum e acabarem sendo vítimas de um atentado bioterrorista.

O terror do filme não está em zumbis atacando as pessoas, mas em como, dentro do que nos foi proposto, isso poderia ser algo real. Ver um prédio sendo isolado para conter o “vírus” sabendo que tem um grupo de pessoas tentando sobreviver lá dentro. Assistir essas pessoas tendo as mais diversas reações, afinal estamos falando de seres humanos. Por mais que a intenção seja que o coletivo sobreviva, em situações de emoções extremas, nem sempre as pessoas agem de uma forma sensata. O terror não são as pessoas infectadas, mas daqueles que estão, até o momento, “sãos”. Seria lindo que lutassem para uma cura do vírus e resgatassem os sobreviventes. Mas a realidade é que cada um querendo SE salvar.
Acredito que minha única tristeza assistindo a “Zona Zero” é de ter sido em uma cabine virtual. Assistir ele na telona deve ser uma experiência muito mais imersiva. Dito isso, fica de olho para quando estrear e garante teu ingresso!
Bem, meus queridos, fico por aqui. Um forte abraço! Thi.
Nota: 



Sinopse: Um vírus mutável é liberado em uma conferência de biotecnologia. O local é isolado, e os infectados evoluem rapidamente de formas perigosas enquanto os sobreviventes tentam escapar.
Zona Zero
Gênero: Terror
Duração: 2h 2m
Data de lançamento: 15 de outubro de 2026 (Brasil)
Diretor: Yeon Sang-ho
Distribuição: Paris Filmes
Título Original: Colony (Gunche).
Elenco Principal: Jun Ji-hyun, Ji Chang-wook e Koo Kyo-hwan.





