Sequência aposta no entretenimento e no caos, mas abandona a tensão e a originalidade que marcaram o primeiro filme
Olá, meus queridos! Como estão? Hoje nossa conversa vai ser sobre uma sequência, que assim como em “Telefone Preto”, pegou um filme redondinho e conseguiu trazer uma boa continuação. Meu medo vai ser, caso tenha um próximo filme, os produtores quererem explicar as origens. Mas, enfim, isso é uma papo para outro momento. Prontos? Então vamos conversar sobre “Casamento Sangrento: A Viúva” (Searchlight Filmes, 2026).
Após escapar o ataque da família de seu noivo num jogo sádico de pique-esconde, Grace descobre que sua vitória veio com um preço: agora, as famílias mais ricas e poderosas do mundo precisam caçá-la num novo jogo sombrio, ou arriscam perder seu poder e fortuna. A jovem viúva se recusa a participar, mas quando a vida de sua irmã é colocada em risco ela não tem outra alternativa a não ser seguir as regras do jogo.
Quando assisti ao trailer, tive a leve impressão de ter assistido boa parte do filme, incluindo as cenas finais. Quem assistiu a “Casamento Sangrento” (2019) vai se lembrar de algumas situações que acontecem no encerramento. Mas, quando eu assisti no trailer, bateu o receio de terem colocado as cenas do final do filme. Para minha alegria, estava errado. O trailer é uma grande colcha de retalhos, mas acaba não interferindo na experiência de assistir ao filme.

Ele é um filme divertido, mas no quesito surpresa e inovação acaba perdendo ao seu antecessor. Algo que eu gostei muito no primeiro foi a forma como o suspense e a tensão vão se desenvolvendo. Nós, como espectadores, já sacamos que tem algo de muito errado acontecendo. Entretanto, a noiva acha que vai ser só mais uma brincadeira de se esconder. O que nesse novo filme não tem muito o que fazer: nós já sabemos mais ou menos o que vai acontecer.
Só que diferente de outros filmes em que não nos importamos com os personagens – ou que é tão mal desenvolvido que você fica na expectativa que todos sejam eliminados e os créditos subam –, em “Casamento Sangrento: A Viúva” a gente se envolve com os personagens e quer ver o que vai rolar, se vai ter sobreviventes ou não. Realmente é um bom entretenimento.
Ative a suspensão de descrença
Porém, definitivamente, não é uma filme para se levar a sério. A começar que, inclusive foi algo que questionei um dos meus colegas de cabine, no primeiro “Casamento Sangrento” ficou subentendido que a noiva não tinha família. Tanto que um dos motivos do qual queria tanto esse casamento é de fazer parte de uma família. Logo você pensa o que? Que ela é sozinha! Aí em “A Viúva”, surge a irmã dela. Se você ficar se questionando muito, aí a probabilidade de não curtir o filme aumenta consideravelmente. Mas se você abraçar o que está vendo em tela, a diversão é garantida.
Realmente, ele tem vários momentos contrastantes: sejam com alguma morte muito trágica e algum alívio cômico em seguida. Ou uma cena de pancadaria, mas a trilha é tão boa que é praticamente impossível não tirar um sorrisinho do espectador. Sem contar em momentos que aparece um jargão genérico e algo dá errado. Ele brinca muito com isso entre cenas brutais com alguma piada. De uma forma que não fica chato ou exagerado.
Ele é um filme para você desconectar e se divertir. Sem se questionar muito, você entende que naquele contexto existe um grande jogo que controla tudo. E que as pessoas vão seguir as regras, caso contrario fim de jogo. O que me fez gostar dessa continuação foi justamente por ele não perder tempo querendo se explicar. Aqui, torço muito que não venha um terceiro filme do tipo “Casamento Sangrento: Origens”, que aí não sei se vai ter como defender.

“Caça ao tesouro”
Você simplesmente aceita o que ele propõe e beleza tem uma boa experiência no cinema. Um bom filme de ação e comédia, não classificaria como terror, nem o terrir, o lance “sobrenatural” é muito em segundo ou terceiro plano. Ele é um longa de caça ao tesouro digamos assim, e que ao longo da caça alguns participantes são eliminados.
Definitivamente não é um filme para levantar questionamentos. Você aceita que a personagem se ferrou horrores no anterior e que ela está plenamente saudável para uma “nova rodada”. Você aceita que mesmo ela tendo ferimentos bem graves, é só passar um álcool, tomar um dipirona e pronto! Novinha em folha! Tem alguns momentos que são desnecessários, mas que não incomodam, não te ofendem. Mas, na boa, não queira saber o que é que controla tudo isso, pega sua pipoquinha e curte o filme.
Dito isso “Casamento Sangrento: A Viúva” é um ótimo filme pra assistir de galera. Sair da sessão e ficar debatendo diversas teorias, possíveis pontas soltas, quais as melhores partes de ação e se o final foi digno ou não. Ah, e eu ainda acho que, para ambos os filmes, o título original “Ready or Not 2: Here I Come” (“Pronto ou Não 2: Aqui Vou Eu” em tradução livre) faz mais sentido. Dá esse tom de jogo, que a história propõe.
Bem meus queridos, espero vocês no nosso próximo encontro. Abraços do Thi.
Nota: 


Sinopse: Após sobreviver a um ataque total da família Le Domas, Grace descobre que alcançou o próximo nível do jogo pesadelar e, desta vez, com sua irmã distante, Faith, ao seu lado. Para sobreviver, Grace deve manter Faith viva e reivindicar o Trono do Conselho que controla o mundo. Quatro famílias rivais também a estão caçando pelo trono, e quem vencer governará tudo.
Casamento Sangrento: A Viúva
Data de lançamento: 19 de março 2026
Gênero: Terror/Comédia ‧ 1h 48m
Duração: 1h48
Diretores: Tyler Gillett, Matt Bettinelli-Olpin
Autor: R. Christopher Murphy
Roteiro: Guy Busick, R. Christopher Murphy



