“Dolly: A Boneca Maldita”: Chase e sua namorada Macy estão fazendo uma trilha na floresta quando encontram uma figura que sequestra a jovem para criá-la como se fosse sua mais nova boneca.
Alô, “Pinóquio” russo, trilogia “Os Estranhos” e “Terror em Silent Hill: Regresso para o Inferno”! Vocês têm companhia! É, meus queridos, maio chegou trazendo mais um integrante para a lista de “Filmes Que Te Ofendem”. Mas, para o entretenimento de vocês, eu faço esse sacrifício de assistir! Então vem comigo trocar uma ideia sobre “Dolly – A Boneca Maldita” (Paris Filmes, 2025).
Chase e sua namorada, Macy, estão fazendo uma trilha na floresta (ai, ai… um clássico) quando encontram uma figura um tanto peculiar que sequestra Macy para criá-la como se fosse sua mais nova boneca.
Bom, por onde começar? A estética do filme é interessante. Tem uma ambientação okay, tem cenários que, por si só, já causam um desconforto, tem bonecas tão lindas quanto Annabelle. O que poderia dar de errado com esse filme? Pelo visto bastante coisa…
Ele teria potencial para ser um bom entretenimento? É, talvez sim. Mas, na prática, isso não se sustenta. A começar que temos mais um filme dividido em capítulos. Okay, já entendi que essa é a nova moda do momento. Mas esse é um ótimo exemplo em que os produtores usam desse recurso por não saber construir uma linha narrativa coerente.

A partir daqui, é só ladeira abaixo!
Deixe eu trazer um outro filme para comparativo. Recentemente, nossa equipe do Dropzando foi convidada para a pré-estreia de “Cinco Tipos de Medo”, filmaço! É um exemplo que não faz uso da divisão de capítulos nem de cartelas com linha do tempo em tela e, mesmo assim, a gente compreende tudo o que está acontecendo.
Em “Dolly” (que não é o seu amiguinho), temos um exemplo de um filme que usa o recurso da divisão em capítulos e, mesmo assim, não funciona. É como se simplesmente estivesse ali para contar um pouco de cada personagem, sem conectar as peças no final. Não faz sentido, sabe? Eu, pelo menos, fiquei com a sensação de que não conseguiram desenvolver uma narrativa coerente. Então bora dividir em capítulos!
Se só isso fosse um problema estaríamos no lucro.
Temos a personagem da Dolly. Supostamente uma pessoa com uma máscara de boneca de porcelana que vive em uma casa muito esquisita e faz rituais muito estranhos. Não se sabe de onde vem, o que quer, como sobrevive… Só sabemos o quanto é obcecada por bonecas.
O que já nos causa a primeira suspensão de descrença: um dos personagens leva sua amada para uma trilha que ele fazia quando mais jovem. Como que ninguém da cidade viu aquelas coisas antes? Como que ninguém nesses anos todos viu essa casa deveras assustadora e caindo aos pedaços?
Parou por aqui? Nananinanão! Um dos personagens é brutalmente atacado por esse ser, a Dolly. Ele fica desacordado na floresta, enquanto outro personagem é levado para casa para ser a nova boneca.

Enquanto a pseudo narrativa do filme foca nos acontecimentos dentro da casa, de repente, voltamos para a floresta. Porque? Aquele personagem que foi brutalmente atacado, bru-tal-men-te atacado, acorda e começa a rastejar, tentando conseguir ajuda. Profissionais da saúde que por acaso assistam esse filme, só me confirmem se estou muito errado, mas isso é humanamente impossível! E vamos de mais suspensão de descrença.
Enfim, o restante do filme é bem qualquer coisa. Típico jogo de caça ao rato. Um personagem roteiro surge dizendo o que é preciso fazer para conseguir sair da casa. Fazem toda uma burocracia para, no final, a personagem tomar uma atitude que nos faz questionar: “Meu anjo, porque você não fez isso antes então?”.
Tem toda uma construção de fuga, com lutas e afins. Olha só, o filme lembra que na cidade existem policiais. Surge ajuda. Mas é óbvio que as coisas não vão ser assim tão simples.

Tudo isso para o quê?! Para um final mais anticlimático impossível! O filme acabou e fiquei me questionando se ia terminar dessa forma. Como diria nossa querida Renata Vasconcellos “xoxa, capenga, manca, anêmica, frágil e inconsistente”. Sabe o que é pior? Um filme desses ter a pachorra de colocar uma cena lá no final dos créditos. Ofensivo, gente.
Bem, meus queridos essa foi minha experiência com “Dolly – A Boneca Maldita”. Aliás, um título que não faz o menor sentido. Espero que os próximos filmes sejam melhores. Ah, e para quem gosta de dizer que Cinema Nacional só tem filme ruim: até agora nenhum entrou na lista de “Filmes que Ofendem”. Então, bora acompanhar as nossas conversas e rever alguns conceitos não é?! Abraço gente, até a próxima. Thi.
Filme que ofende tanto, que não merecem uma nota.
Nota: DÓ
Sinopse: Chase e sua namorada, Macy, estão fazendo uma trilha na floresta quando encontram uma figura monstruosa e colossal que sequestra Macy para criá-la como se fosse sua própria filha.
Dolly – A Boneca Maldita
Gênero: Terror
Duração: 1h23m
Data de lançamento: 7 de maio de 2026 (Brasil)



