Com direção de Mike Flanagan e um elenco de peso liderado por Scarlett Johansson, nova fase promete resgatar o impacto do clássico de 1973 com uma abordagem mais profunda e assustadora
Se existe uma franquia que marcou o terror para sempre, é O Exorcista. Décadas após seu lançamento, o longa continua sendo referência absoluta quando o assunto é medo, impacto cultural e narrativa provocadora. Agora, a saga se prepara para um novo capítulo que promete ser, acima de tudo, uma reinvenção.
Após a recepção morna de O Exorcista: O Devoto, o estúdio decidiu mudar completamente a direção da franquia. A ideia não é repetir fórmulas antigas nem tentar recriar o passado, mas sim ousar e explorar novos caminhos dentro desse universo tão icônico.
Para isso, o escolhido foi um nome que vem se consolidando como um dos grandes mestres do terror contemporâneo: Mike Flanagan. Conhecido por trabalhos como Doutor Sono e a série A Maldição da Residência Hill, o diretor se destaca justamente por ir além do susto fácil.
Flanagan constrói histórias que mergulham no psicológico, explorando traumas, relações humanas e conflitos internos. E é exatamente essa assinatura que ele pretende levar para o novo filme de O Exorcista.

A proposta é clara: um “terror raiz”, mas com profundidade emocional. Em vez de se apoiar apenas em cenas de possessão e elementos tradicionais do gênero, o longa deve focar no horror que nasce dentro dos personagens, nas dores, na fé abalada e nas tensões familiares.
Outro ponto que chama atenção é o elenco. A produção reúne nomes de peso como Scarlett Johansson, Laurence Fishburne, Chiwetel Ejiofor, Carla Gugino e Kate Siegel, o que reforça a ambição do projeto em elevar o nível da narrativa e da atuação.
Na trama, a personagem de Johansson será uma detetive que acaba sendo envolvida em um caso sobrenatural, levando a história por um caminho investigativo que promete se transformar em um mergulho profundo no desconhecido.
Diferente do que muitos poderiam esperar, o filme não será uma continuação direta. Ele se passa no mesmo universo dos anteriores, mas apresenta uma história inédita, funcionando quase como um recomeço para a franquia.
Com estreia prevista para março de 2027, o novo O Exorcista não chega apenas como mais um capítulo, mas como uma tentativa de resgatar o impacto, o respeito e o medo genuíno que o original provocou lá em 1973.
A grande questão que fica é: será que essa abordagem mais psicológica e autoral é exatamente o que a franquia precisava para voltar a ser aterrorizante? Ou o clássico continua insuperável?



