Entre a Romantização e o Raso: Meu desabafo sobre a série do Chespirito
Estou um pouco frustrada com a série “Chespirito: Sem Querer Querendo”. Chegamos ao quinto episódio, e a história ainda parece tão desconectada. A escolha de uma narrativa não linear sobre o tempo me incomoda, porque não consigo me conectar com os personagens. As tramas ficam soltas, sem profundidade.
Não sabemos de fato o que acontece para que os personagens tomem certas atitudes, justamente porque a história vai e volta no tempo sem se aprofundar. Onde se constrói, por exemplo, a relação entre Roberto e Margarita (nome fictício para Dona Florinda)? Já sabemos que acontece algo importante entre eles, mas tudo é muito raso — assim como a briga entre Roberto e Marcos Barragán (nome fictício para o Quico) que também é pouco desenvolvida e tem apenas fragmentos jogados durante os episódios, que muitas vezes se arrastam e não acontecem. Espero que, nos próximos, parem de enrolar tanto e finalmente se aprofundem nessas histórias.
Inclusive, entendo o quanto Chespirito era genial, mas será que é mesmo necessária essa romantização constante dele criando suas histórias? Obviamente sabemos que ele se inspirou em experiências reais, mas todo episódio ter uma cena poética sobre isso deixa a série ainda mais lenta e sem direção.

Ps.: Percebemos o quanto os atores originais eram incríveis quando vemos os atores da série vestidos de crianças, reproduzindo as cenas… e simplesmente não achamos graça alguma.
E quem diz que a série está *estragando sua infância*, talvez precise entender que o mundo não é cor-de-rosa e que conflitos acontecem até nas melhores famílias. O que mais tem espalhado pela internet são relatos sobre as brigas e discussões entre o elenco. Inclusive, a série, até o momento, mostrou muito pouco disso.
Então, se você já está decepcionado por esse motivo, arrisco dizer que só vai piorar… ou não. Tudo depende de até onde eles vão ter coragem de contar essas histórias nos episódios finais.



